Casimiro chegou aflito em meu escritório e já iniciou a conversa com uma pergunta: minha empresa tem ótimos profissionais com vasto conhecimento técnico, por que temos vivido tantos conflitos no dia a dia? Uma boa estratégia para conduzir uma situação como essa é devolver a pergunta com outra pergunta que leve a reflexão da situação exposta.

Perguntei a Casimiro quanto tempo ele investia mensalmente para desenvolver as competências emocionais de sua empresa. Como imaginava ele não sabia bem sobre o que eu estava perguntando. Essa reflexão foi o fio condutor do restante de nossa conversa.

Expliquei para aquele jovem empresário que o problema que ele estava enfrentando era comum no meio corporativo. A agitação da vida moderna, a competitividade e o foco nos resultados levaram as pessoas a ignorarem suas emoções, pois elas por muitas vezes eram consideradas uma fraqueza e um fator demissional.

Felizmente, com o crescimento de reflexões sobre a inteligência emocional, a empresas estão compreendendo que investir tempo na Gestão de Pessoas é um fator fundamental para a harmonia e produtividade da equipe. Promover o desenvolvimento das emoções é tão primordial quanto promover o desenvolvimento das competências técnicas ou intelectuais. A Inteligência emocional está diretamente ligada à capacidade que a pessoa tem de lidar com situações complexas inesperadas e à ação e reação diante dos conflitos que surgem no ambiente corporativo.

Os conflitos sempre surgirão em ambientes onde pessoas estão interagindo, pois cada indivíduo tem uma maneira de pensar e agir construída a partir do capital familiar, social e cultural. A habilidade da pessoa para lidar com suas emoções ao enfrentar e ou resolver um conflito revela o grau de maturidade emocional que ela tem. Uma pessoa emocionalmente inteligente consegue equilibrar a ação e a reação entre a razão e a emoção. Ela consegue se colocar no lugar do outro e isso resulta em tomadas de decisões conscientes e no estabelecimento de relações interpessoais saudáveis.

Ao final Casimiro compreendeu que precisa investir no treinamento de sua equipe. Ele percebeu que a incapacidade de seus funcionários para administrar as emoções estava impactando significativamente no clima organizacional e consequentemente nos resultados da empresa. Começamos a traçar então estratégias para promover um ambiente harmonioso e reduzir os conflitos internos. Contarei para vocês sobre essas estratégias em um próximo post.

E você, tem investido no desenvolvimento de suas competências emocionais? Como você tem lidado com situações conflitantes no dia a dia? Sua empresa tem investido em gestão de pessoas? Compartilhe comigo sua experiência. 

Lucienne Fares

Lucienne Fares

Consultora na área de pedagogia atuando no segmento educacional e também empresarial. Com mais de 30 anos de experiência na área de gestão atua de forma significativa com foco em resultados. Sócia diretora da Affluence Treinamento Gerencial e também palestrante, tendo já realizado ministrações em todos os estados brasileiros.