A performance de uma empresa não se trata da mera soma do desempenho dos setores, ou seja, o sistema de medição deve mostrar se os efeitos procurados na formulação das estratégias e no desempenho dos processos organizacionais ponta a ponta, foram alcançados de forma equilibrada. A medição sistemática, estruturada e balanceada permite às empresas monitorar seu desempenho e, desta forma, realizar rapidamente intervenções com base em indicadores pertinentes (construtores e construídos) e confiáveis, à medida que ocorrem flutuações no mercado.

Quando a mensuração dos resultados é feita de forma circunstancial, isolada e não estruturada com o balanceamento e a pontualidade necessária, pode levar a decisões completamente equivocadas, assim como gerar muita confusão e entropia organizacional ao ser utilizada como mecanismo de punição ou reconhecimento.

Sendo assim, a especificação de um Sistema de Indicadores faz a diferença na capacidade de uma empresa apresentar resultados excelentes, sustentáveis e, ainda, decorrentes das práticas de gestão.

A adoção de um modelo de gestão é fundamental para determinar a metodologia a ser aplicada e grande parte das empresas, utilizam um dos dois modelos abaixo:

Balanced Scorecard (BSC); Autores: Robert Kaplan e David Norton

A estratégia é traduzida em objetos para cada uma das quatro perspectivas (finanças, mercado, processos e pessoas) e, em seguida, são identificados os indicadores que medem a obtenção dos objetivos. A inter-relação entre os indicadores são explicitadas, e devem refletir a lógica da estratégia.

Gerenciamento pelas Diretrizes (GPD); Autor: Vicente Falconi Campos

A alta direção seleciona indicadores em cinco perspectivas que refletem suas prioridades estratégicas (qualidade; entrega; custo; moral e segurança). Estes indicadores são posteriormente desdobrados para o segundo nível e assim por diante.

Em sua essência, ambos os modelos, refere-se a dois tipos de indicadores: aqueles que permitem saber se o efeito desejado foi obtido, e aqueles que permitem analisar as causas presumidas do efeito; de forma pró ativa. O BSC utiliza os termos lagging e outcomes enquanto o modelo GPD utiliza os termos item de controle e item de verificação.

Thiago Wilker

Thiago Wilker

Empresário, Engenheiro de Telecomunicações e Especialista em Sistemas de Informação